De repente é como se toda palavra tivesse que ser comentada, os significados às palavras atribuídos não bastam.
Eu não me basto e na procura de algo bonito de ser lido me deparo com minha instabilidade irracional.
Nunca quis ser racional, nunca quis ser o que desejei, não defino completamente meu ser. Tropego, azarado e falastrão ou quem sabe tímido, incrédulo e perdido.
Queria uma palavra bonita, apenas uma, queria esta palavra ecoando no vazio do meu sentir.
Algo que pudesse ser lido, algo que pudesse ser deveras admirado. Algo indigno desse seu olhar de deprezo, que seca as flores que decoram o jardim das minhas idéias, regado com ilusões e onde você cospe seu olhar enjoado.
Que estas plantas irracionais e celenteradas continuem a brotar.
E que seu olhar não se jogue sobre as águas, porque é lá que estarei.
Mas não me procure, sou um peixe destronado, de minhas ambições, paixões e nunca corrigido.
Deixo agora Sol ecoar e este gosto agridoce em minha garganta, saliveio em minhas plantas, para que cresçam e sejam pisoteadas por este seu inexplicável e desprezível olhar.
O insignificante se torna então bonito de se ler e quase inteligível.

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